Professor, Radialista e Palestrante

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Cale a boca

Texto para 27/06/18 - Gente do Bem

Existe uma expressão popular que diz: quem fala demais dá bom dia a cavalo. O que isso significa? Significa que uma pessoa que fala muito, que não escuta os outros, que passa do limite na hora de falar, vai acabar sendo não correspondido, pois é uma conversa de mão única e assim em analogia, se dá bom dia a cavalo, pois o cavalo não a responderia.
Já a Bíblia em Provérbios 13.3, declara: Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando.
Para trazer algo consistente e que produzisse bons pensamentos e boas atitudes, fui buscar na internet algo a respeito. A Revista VEJA, através da colunista Giulia Vidade, em 21/09/16, escreveu o seguinte: “Você conhece alguém que fala sem parar? Ou ainda, você se considera uma pessoa que fala demais? Esse hábito, que incomoda quem está ouvindo e até mesmo o próprio tagarela pode ter várias explicações, entre elas a própria personalidade da pessoa, um hábito familiar, carência ou até mesmo ser parte de um distúrbio de ansiedade ou uma mania.
Mas, como se policiar e quando é necessário procurar ajuda? Especialistas ouvidos por VEJA afirmam que só é necessário procurar ajuda quando a prática passa a atrapalhar a vida pessoal e/ou profissional da pessoa. Caso contrário, ela mesma pode tentar “falar menos” seguindo as dicas abaixo.
Para Izaela Pereira, psicóloga da Aliança – Oncologia, a chave para essa questão está no autoconhecimento associado ao autocontrole.  “A fala é um dos principais instrumentos facilitadores de um convívio social e para que seja assim, o ponto mais importante é o autoconhecimento, porque se a gente não se conhece, fica difícil se controlar. Não existem regras para o autocontrole o único jeito é cada um entender como funciona e quais são os seus limites”.
Segundo Izaela, em uma conversa é preciso tomar consciência do que se fala, saber ouvir as outras pessoas, ter foco na conversa, cuidado para não se expor demais e saber o que efetivamente é importante ser dito.
Andreia Calçada, psicóloga e psicoterapeuta, afirma que o primeiro e mais importante passo é se conscientizar do problema. “A pessoa precisa tomar consciência de que fala em excesso e, a partir disso, entender o que a faz falar demais. Seria excesso de ansiedade?  Alguma situação específica que causa desconforto? ”, afirma. Uma dica para isso é anotar em um caderninho situações em que você acha que extrapolou por ter falado muito ou o que não devia. A prática ajuda a se policiar e a começar a pensar antes de “entrar no papo”. Respirar e pensar “isso é válido de ser falado? ”, também ajuda.
Tem gente que tem o dom da língua, não, não me refiro ao dom apresentado na primeira carta de Paulo aos Coríntios no capítulo 12, me refiro, sim, aquele que fala sem parar, fala pelos cotovelos, que não consegue colocar um freio em sua língua, situação que foi bem observada no texto da Revista Veja. E essa triste realidade não precisa nem de operadora de celular, tem gente que fala ilimitado sem gastar um único tostão, porém, o preço de quem assim age, pode ser muito alto.
Para finalizar essa pequena reflexão, me reporto a epístola de Tiago, capítulo 3.2-10: Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo. Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa. Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
Ainda segundo a Epístola de Tiago, no capítulo 1.19, lemos a seguinte declaração: “Sejam todos prontos para ouvir e tardios para falar.
Há muito o que falar sobre o assunto, porém, essas poucas linhas já são suficientes para pensarmos a respeito daquilo que falamos: Em Eclesiastes, capítulo 3.7, o calar está posto antes do falar, observação importante para entendermos que o calar é mais importante.
Com o desenvolvimento de minha fase adulta percebi que muitas vezes, alguém que tem uma beleza estereotipada, cai em desgraça quando abre a boca, pois dentre 10 palavras proferidas, 11 não são proveitosas. Nada o que se diz tem qualquer nexo ou valor.
Falar sem pensar, sem medir consequências, falar o que não deve, falar sem limites, pode ser desastroso.
Eu não tenho dúvidas de que quem fala demais põe tudo a perder, além de ser um verdadeiro incômodo.
Termino com essa frase de autoria de Amanda Lopes.



Tenham todos um ótimo dia.
Fiquem debaixo da Santa Paz de Deus.

JÚNIOR ALCÂNTARA
Viver para servir


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores

Seguidores do G+

Michael Jordan