Texto
para dia 25/06/18 - Gente do Bem
Quando eu era menino e frequentava as aulas de Educação
Artística, os professores sempre pediam para que os alunos fizessem desenhos de
casinhas. Sempre tive como definição que esse era um exercício para exercitar a
mente em sua criatividade e é justamente o que li no artigo: A importância da
Educação Artística no site Casa de Loise que foi postado em janeiro do ano em
curso.
Os desenhos eram o nosso momento de descontração e também
tinha o intuito de servir de alivio depois de tantas “aulas chatas”. Eu,
particularmente, abusando das cores, desenhava uma casa, com porta, janela,
telhado, cerca, um caminho, flores, árvore com frutos, pássaros voando,
montanhas, sol raiando, um lugar de paz, talvez no âmago de minh’alma era como
eu gostaria de viver.
Mas a gente cresce e aí se dá conta que a vida não é tão
colorida assim, mesmo que esse seja o desejo feroz de cada um de nós. No tempo
em que se é criança nossa única preocupação, ou pelo menos era há alguns anos
atrás, era brincar com os coleguinhas na rua ou na escola, qualquer coisa
servia de bola ou espiga de milho virava boneca. No entanto, já na fase da
juventude para a adulta as preocupações e situações são outras, já não temos
tempo para outra coisa a não ser trabalhar, lutar para alcançar objetivos e se
deparar com situações nunca antes pensadas.
A vida passa a se demonstrar cruel em boa parte da
trajetória e a gente passa a vivenciar dor, frustração e dias na cor cinzenta.
Como seria a vida se não fossem os problemas? Fico eu,
hora ou outra, imaginando isso nessa possibilidade extremamente inalcançável. Apesar
de defender com unhas e dentes de que problemas são lições que nos fortalecem,
também afirmo que ninguém gosta de passar por qualquer que seja o problema. Ao
escrever essas poucas linhas me lembrei do texto do livro dos princípios,
Gênesis, sobre o primeiro homem e sua mulher, Adão e Eva. Receberam a célebre
possibilidade de viver em um Paraíso, administrar o Éden, cuidar dos animais,
andar em meio a flores, comer dos frutos da Terra, porém, tinham que observar e
obedecer à risca a um mandamento divino que era não comer o fruto da árvore do
conhecimento do bem e do mal. Pois é, aí que foi o problema, Eva, convencida
pelo arqui-inimigo, no corpo da serpente, se permitiu comer o tal fruto e pôs
tudo a perder, pois ela também convenceu a homem a comer. A partir daí a coisa
mudou de figura no Paraíso, eles, após receberem o veredito de suas práticas,
foram expulsos e tiveram então que viver, em todas as vertentes, sob o suor de
seus rostos.
Isso me faz pensar... Há alguns momentos em que
enfrentamos problemas criados por outros, por outras pessoas, porém, há outras
circunstâncias em que somos nós os responsáveis por criá-las.
Não obstante ao que os problemas resultam, temos que ter
em mente que os dias podem ser cinzentos ou coloridos, entretanto, não se pode
deixar de viver, lutar e aprender.
É frase do ex presidente Theodore Roosevelt dos Estados
Unidos:
O apóstolo Paulo em toda sua trajetória teve momentos de
glória e outros nem tanto. Em Filipenses 4.12, declara ele: Sei bem o que é
passar necessidade e sei o que é andar com fartura. Aprendi o mistério de viver
feliz em todo lugar e em qualquer situação, esteja bem alimentado, ou mesmo com
fome, possuindo fartura, ou passando privações.
Inda que os dias sejam cinza, onde as privações e
dificuldades sejam uma realidade, é apenas um momento que logo será findado.
Não se entregue aos momentos difíceis, lembre-se da mensagem da semana passada
quando o guerreiro ouviu do destino: Você não suportará a tormenta e ele, sem
titubear, respondeu: Eu sou a tormenta.
Tenham um ótimo dia.
Fiquem todos debaixo da Santa Paz de Deus.
JÚNIOR
ALCÂNTARA
Viver para servir


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