Professor, Radialista e Palestrante

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Dias cinzas


 
Texto para dia 25/06/18 - Gente do Bem

Quando eu era menino e frequentava as aulas de Educação Artística, os professores sempre pediam para que os alunos fizessem desenhos de casinhas. Sempre tive como definição que esse era um exercício para exercitar a mente em sua criatividade e é justamente o que li no artigo: A importância da Educação Artística no site Casa de Loise que foi postado em janeiro do ano em curso.
Os desenhos eram o nosso momento de descontração e também tinha o intuito de servir de alivio depois de tantas “aulas chatas”. Eu, particularmente, abusando das cores, desenhava uma casa, com porta, janela, telhado, cerca, um caminho, flores, árvore com frutos, pássaros voando, montanhas, sol raiando, um lugar de paz, talvez no âmago de minh’alma era como eu gostaria de viver.
Mas a gente cresce e aí se dá conta que a vida não é tão colorida assim, mesmo que esse seja o desejo feroz de cada um de nós. No tempo em que se é criança nossa única preocupação, ou pelo menos era há alguns anos atrás, era brincar com os coleguinhas na rua ou na escola, qualquer coisa servia de bola ou espiga de milho virava boneca. No entanto, já na fase da juventude para a adulta as preocupações e situações são outras, já não temos tempo para outra coisa a não ser trabalhar, lutar para alcançar objetivos e se deparar com situações nunca antes pensadas.
A vida passa a se demonstrar cruel em boa parte da trajetória e a gente passa a vivenciar dor, frustração e dias na cor cinzenta.
Como seria a vida se não fossem os problemas? Fico eu, hora ou outra, imaginando isso nessa possibilidade extremamente inalcançável. Apesar de defender com unhas e dentes de que problemas são lições que nos fortalecem, também afirmo que ninguém gosta de passar por qualquer que seja o problema. Ao escrever essas poucas linhas me lembrei do texto do livro dos princípios, Gênesis, sobre o primeiro homem e sua mulher, Adão e Eva. Receberam a célebre possibilidade de viver em um Paraíso, administrar o Éden, cuidar dos animais, andar em meio a flores, comer dos frutos da Terra, porém, tinham que observar e obedecer à risca a um mandamento divino que era não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Pois é, aí que foi o problema, Eva, convencida pelo arqui-inimigo, no corpo da serpente, se permitiu comer o tal fruto e pôs tudo a perder, pois ela também convenceu a homem a comer. A partir daí a coisa mudou de figura no Paraíso, eles, após receberem o veredito de suas práticas, foram expulsos e tiveram então que viver, em todas as vertentes, sob o suor de seus rostos.
Isso me faz pensar... Há alguns momentos em que enfrentamos problemas criados por outros, por outras pessoas, porém, há outras circunstâncias em que somos nós os responsáveis por criá-las.
Não obstante ao que os problemas resultam, temos que ter em mente que os dias podem ser cinzentos ou coloridos, entretanto, não se pode deixar de viver, lutar e aprender.
É frase do ex presidente Theodore Roosevelt dos Estados Unidos:

O apóstolo Paulo em toda sua trajetória teve momentos de glória e outros nem tanto. Em Filipenses 4.12, declara ele: Sei bem o que é passar necessidade e sei o que é andar com fartura. Aprendi o mistério de viver feliz em todo lugar e em qualquer situação, esteja bem alimentado, ou mesmo com fome, possuindo fartura, ou passando privações. 
Inda que os dias sejam cinza, onde as privações e dificuldades sejam uma realidade, é apenas um momento que logo será findado. Não se entregue aos momentos difíceis, lembre-se da mensagem da semana passada quando o guerreiro ouviu do destino: Você não suportará a tormenta e ele, sem titubear, respondeu: Eu sou a tormenta.

Tenham um ótimo dia.
Fiquem todos debaixo da Santa Paz de Deus.

JÚNIOR ALCÂNTARA
Viver para servir

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